Mostrando postagens com marcador Projetos em andamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Projetos em andamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de março de 2013

Análise da estrutura e sucessão da comunidade perifítica relacionada a fatores ambientais em áreas de alta e baixa influência antrópica no baixo rio Negro, Manaus – AM, Brasil






Almeida, Fabiane Ferreira de


        O objetivo principal do trabalho será analisar a reposta da comunidade perifítica em áreas de alta, intermediária e baixa influência antrópica durante os períodos de seca e cheia no baixo rio Negro. Baseado nas informações apresentadas por estudos realizados na área e para efeito da amostragem do trabalho em questão, os últimos quilômetros do rio Negro serão divididos em três áreas em sua margem esquerda, a saber: 1) Área de baixa influência antrópica (ABI) à montante da cidade de Manaus; 2) Área de alta influência antrópica (AAI) em frente à cidade de Manaus; 3) Área de Influência Intermediária (AII). A ABI será delimitada a oeste pelo lago do Tatu (3º03’10.77’’S e 60º17’45.30’’W) e a leste pelo igarapé do Tarumã-Mirim (3º01’56.20’’S e 60º17’32.95’’W), o trecho acima possui, aproximadamente 20km, e ao longo deste trecho serão distribuídos quatro estações de amostragens. A AII será delimitada a oeste pelo igarapé do Tarumã-Mirim (3º01’56.20’’S e 60º17’32.95’’W) e a leste pelo Tarumã-Açu (3º02’42.65’’S e 60º 06’55.36’’W) o trecho acima possui, aproximadamente 10km, e ao longo deste trecho serão distribuídos quatro estações de amostragens. Por fim, a AIA será delimitada a oeste pelo igarapé do Tarumã-Açu (3º02’42.65’’S e 60º 06’55.36’’W) e a leste pelo Porto do Ceasa (3º09’44.59’’S e 59º 58’44.65’’W), o trecho acima, também possui, aproximadamente, 20km, e ao longo deste trecho, também, serão distribuídos quatro estações de amostragens, totalizando 12 pontos de amostragem (Figura).

Área de Amostragem (ABA – área de baixa influência antrópica; AII – área de influência antrópica intermediária; AAI - área de alta influência antrópica). Fonte: Modificado do Google Earth.
          Nas três áreas de amostragem (ABI, AII e AAI) será realizado um reconhecimento inicial, após o reconhecimento inicial e definição das estações de amostragem serão realizadas medidas in situ, com aparelhos portáteis, de oxigênio dissolvido, pH, condutividade elétrica da água, temperatura da água, turbidez. Também serão avaliados nitrato, nitrito, nitrogênio total, ortofosfato e fósforo total por meio de colorimetria e a demanda bioquímica de oxigênio também será avaliada. Também será realizada a determinação de coliformes termotolerantes.
           Em cada estação será realizada uma busca por ambientes que possam ser potenciais substratos para as algas perifíticas, ou seja, folhas submersas, rochas submersas, a parte de caules de árvores que estejam submersos e propícios à colonização, macrófitas aquáticas, dentre outros, o objetivo é tentar amostrar a maior diversidade de algas perifíticas nestas estações de amostragens nos dois períodos (seca e cheia). Onde serão calculados densidade total, riqueza, diversidade, equitabilidade.
       A partir dos dados gerados pelas analises físicas, químicas e físico-químicas e as analises dos parâmetros biológicos (algas perifíticas e bactérias termotolerantes) se procederá com as analises dos dados e discussão dos resultados. A primeira amostragem está prevista para o mês de junho de 2013, pois, baseado nos dados referentes às profundidades do rio Negro disponibilizadas pelo Serviço Geológico do Brasil, o mês de junho é onde está concentrado o maior número de episódios de picos de cheia.


Doutorado em Biologia de Água Doce e Pesca Interior
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA
Laboratório de Plâncton

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Diversidade, composição e abundância das espécies de Cyclopoida (Crustacea: Copepoda) no lago Tupé, Manaus - AM



Oliva-Segundo, Walter 



macrófita submersa Utricularia cf. foliosa 
         O lago Tupé é um lago de águas pretas que sofre influência anual da variação do nível da água. A inundação do lago propicia o aparecimento de novos habitats, chamados de região litorânea, que podem ser macrófitas aquáticas, serapilheira, troncos de árvores, dentre outros. Os Copepoda Cyclopoida são organismos que tem primariamente hábitos bentônicos e algumas espécies possuem hábitos planctônicos. Sendo assim o objetivo deste estudo é conhecer a composição, a riqueza e a abundância das espécies de Cyclopoida que habitam estes ambientes temporários (região litorânea) na época da inundação e comparar as espécies da região litorânea com as espécies que ocorrem na região planctônica. (Foto: Couto, Jorge. 2009)

Mestrando em Biologia de Água Doce e Pesca Interior
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA
Laboratório de Plâncton

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Comparação entre as comunidades ativa e dormente de Cladocera (CRUSTACEA: BRANCHIOPODA) no lago Tupé, Manaus-AM.



Couto, Camila de Araújo



Foram registradas 92 espécies de cladóceros (microcrustáceos) no lago Tupé (Tarumã-mirim, Manaus, AM), sendo que 67 destas não são encontradas nos períodos de seca. Entretanto a cada período de cheia, com o aparecimento de macrófitas (Utricularia cf. foliosa) estes organismos reaperecem, alguns até de forma abundante. A hipótese deste estudo é que as espécies associadas ao período de águas altas se restabelecem periodicamente no lago a partir da produção de ovos resistentes que podem ser depositados no sedimento do lago e que permanecem ali em estado latente ou de dormência (comunidade dormente). Uma análise criteriosa da distribuição espacial destes ovos no sedimento nos mostrariam então em quais locais do lago estes podem estar sendo depositados. Para isso foram realizados, em laboratório, experimentos de eclosão dos ovos retirados do sedimento, no intuito de identificar as espécies que eclodirão e fazer uma comparação com aquelas encontradas habitando o lago (comunidade ativa).


Mestranda em Biologia de Água Doce e Pesca Interior
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA
Laboratório de Plâncton

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Microcrustáceos (cladóceros e copépodes) e rotíferos nos ambientes aquáticos temporários do Parque Nacional do Viruá, Roraima, Brasil

-->
Calixto, Laura Su-Ellen Fróes

Os ambientes aquáticos temporários do Parque Nacional do Viruá, onde será realizado este estudo, devem sua existência às chuvas que ocorrem normalmente nessa região de abril a agosto. São diferentes dos clássicos ambientes aquáticos da Amazônia por não sofrerem influência do pulso de inundação. Nestes ambientes aquáticos temporários do Viruá, durante a fase alagada, vivem vários táxons de invertebrados, no entanto, são desconhecidas tanto a diversidade desses organismos quanto as estratégias utilizadas por eles para enfrentarem a extensa fase (8 meses) em que os locais permanecem completamente secos. Sendo assim, este estudo têm como objetivos conhecer quais e quantas são as espécies de microcrustáceos aquáticos (cladóceros e copépodes) e rotíferos, suas abundâncias, as mudanças na estrutura da comunidade (sucessão) e se utilizam algum tipo de estratégia para se restabelecerem no ambiente na próxima fase aquática.

Doutoranda em Biologia de Água Doce e Pesca Interior
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA
Laboratório de Plâncton