Está sendo realizado desde o dia 17, pelo curso pós-graduação em Biologia de Água Doce e Pesca Interior do INPA, o curso "Ecologia e Taxonomia de Microinvertebrados Aquáticos Continentais: Enfase em Cladocera e Copepoda". O curso tem uma parte de campo, lago Tupé, e outra parte teórico-prática nos laboratório de Plâncton do INPA.
A intenção é que este curso seja ministrado anualmente, ou pelo menos a cada dois anos.
Participam deste curso 10 estudantes e minstram a disciplina Dr. Edinaldo Nelson com a colaboração do Dr. André Ghidini.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Curso sobre Microinvertebrados Aquáticos
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Microcrustáceos (cladóceros e copépodes) e rotíferos nos ambientes aquáticos temporários do Parque Nacional do Viruá, Roraima, Brasil
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Calixto, Laura Su-Ellen Fróes
Os ambientes aquáticos temporários do Parque Nacional do Viruá, onde será realizado este estudo, devem sua existência às chuvas que ocorrem normalmente nessa região de abril a agosto. São diferentes dos clássicos ambientes aquáticos da Amazônia por não sofrerem influência do pulso de inundação. Nestes ambientes aquáticos temporários do Viruá, durante a fase alagada, vivem vários táxons de invertebrados, no entanto, são desconhecidas tanto a diversidade desses organismos quanto as estratégias utilizadas por eles para enfrentarem a extensa fase (8 meses) em que os locais permanecem completamente secos. Sendo assim, este estudo têm como objetivos conhecer quais e quantas são as espécies de microcrustáceos aquáticos (cladóceros e copépodes) e rotíferos, suas abundâncias, as mudanças na estrutura da comunidade (sucessão) e se utilizam algum tipo de estratégia para se restabelecerem no ambiente na próxima fase aquática.
Doutoranda em Biologia de Água Doce e Pesca Interior Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA Laboratório de Plâncton
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Trabalho de doutorando é premiado em evento internacional
| 01/08/2011 | |||||
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Tese sobre Diversidade Total de Cladocera no Lago Tupé
No dia 21 de junho de 2001 foi apresentado mais um trabalho final de doutorado de André Ricardo Ghidini, do Laboratório de Plâncton do INPA.
Este trabalho foi avaliado por escrito por uma banca de sete especialistas de vários locais do Brasil e exterior, tendo sido aprovado. O trabalho intitulado:
Cladóceros (Crustacea: Anomopoda e Ctenopoda) em diferentes hábitats de um lago de águas pretas da Amazônia Central (Lago Tupé, Amazonas, Brasil)
é pioneiro na Amazônia ao se propor a levantar a diversidade total de Cladocera do lago Tupé. A abordagem tradicional tem sido o estudo desses organismos da região limnética, o que na verdade representa apenas uma parcela minoritária da diversidade total de Cladocera. Leia abaixo o resumo do trabalho.
Nos últimos anos um grande número de estudos passaram enfocar a região litorânea dos ambientes dulcícolas, especialmente porque o crescente conhecimento sobre esta região apontam alta produtividade, complexidade de hábitats e nichos ecológicos e alta diversidade. Entre os cladóceros (Crustacea, Anomopoda e Ctenopoda) a maioria das espécies já descritas são exclusivamente bentônicas habitando principalmente a região litorânea, porém os estudos enfocando este grupo foram tradicionalmente executados na região limnética, enfocando apenas os organismos planctônicos. Na Bacia Amazônica os registros de cladóceros bentônicos são escassos e poucos estudos deram destaque para este grupo de organismos. Em lagos de água preta, a região litorânea é bastante diferenciada, especialmente pela falta de macrófitas aquática flutuantes e pelo alagamento da floresta de igapó e da serapilheira de fundo, o que constitui hábitats diferenciados. No lago Tupé esta diferenciada zona litorânea não é permanente, estando presente apenas durante o período de águas altas, sendo que na seca as margens desse lago são predominantemente arenosas e o lago constitui um sistema tipicamente limnético. O objetivo deste estudo foi determinar a composição, riqueza de espécies e diversidade de cladóceros associados a diferentes hábitats do lago Tupé, e a variação destes atributos ao longo do ciclo hidrológico. Os hábitats examinados foram: região limnética e fundo do lago, bancos da macrófita aquática Utricularia foliosa e a zona litorânea, constituída pela zona da margem e zona da serapilheira. As amostragens foram realizadas nestes hábitats nos meses de abril, junho, setembro, outubro e novembro/08 e fevereiro/09, obtendo-se qualitativas e quantitativas. Um total de 76 espécies foram registradas, sendo a maioria (40 espécies) da família Chydoridae. As espécies mais frequentes deste estudo foram Bosminopsis deitersi, Ceriodaphnia cornuta, Ilyocryptus spinifer, Diaphanosoma polyspina, Alonella dadayi, Alonella clathratula, Ephemeroporus barroisi, Bosmina longirostris, Bosmina hagmanni e Alonella n.sp. As maiores riqueza de espécies foram observadas na zona de serapilheira (S=64), nos bancos de utriculária (S=50) e na zona da margem (S=39). Um total de 25 espécies foram observadas na região limnética e 16 na região profunda do lago Tupé. De maneira geral, a riqueza de espécies é maior durante o período de águas altas, quando a floresta de igapó estava alagada e os bancos da utriculária eram presentes. As espécies observadas neste período desaparecem do lago e não são observadas durante o período de águas baixas, quando apenas a região limnética e profunda do lago contribuem para a diversidade no local. Foi observado também que com o início de um novo ciclo de inundação, as espécies de cladóceros associadas a zona litorânea e bancos de utriculária se reestabelecem evidenciando a adaptação destes organismos a variação do nível da água provocada pelo pulso de inundação do Rio Amazonas, o qual afeta a disponibilidade de habitat para estes organismos.
Contato: André Ricardo Ghidini: andrericardo83@gmail.com
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