sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Você já leu o artigo de Brede et al., (2007)?



“The contribution of differential hatching success to the tness of species and interspecic hybrids”.


Extraído do artigo
Neste artigo os autores foram em busca de analisar se de fato a comunidade ativa da região pelágica é um reflexo da comunidade dormente. Foram feitos experimentos de eclosão em laboratório com três espécies, sendo elas Daphnia galeata, D. hyalina e o híbrido delas. Foi observado que indivíduos híbridos e de D. hyalina conseguiam eclodir dos ovos de resistência, crescer e se reproduzir formando clones, mas isso não aconteceu com D. galeata, onde os indivíduos não eclodiram. Dos indivíduos das espécies que eclodiram os autores observaram que uma parte das fêmeas, depois de adultas, se reproduziam assexuadamente, outras não se reproduziam e uma pequena fração as fêmeas já produziam efípios, mesmo que não fossem ser fertilizados. Assim, os autores sugeriram que é altamente improvável encontrar populações planctônicas ativas que refletem populações dormentes. Ou seja, existe uma discrepância muito grande entre as duas comunidades. Será? Isso pode ser algo observado para o lago estudado por estes autores ou pode ser mensurado para os outros também? O artigo é de fato bem intrigante, com duas figuras esquemáticas que são didáticas e fáceis de compreender. Fica a dica.

Brede, N.; Straile, D.; Streit, B.; Schwenk, K. 2007. The contribution of differential hatching success to the tness of species and interspecic hybrids. Hydrobiologia, 594. pp 83-89.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Você já leu o artigo de Eggermont e Martens (2011)?



"Preface: Cladocera crustaceans: sentinels of environmental change"



Este artigo faz uma compilação de 72 artigos nos quais os pesquisadores analisaram fósseis de cladóceros nos sedimentos de lagos, e como estes são importantes sentinelas quando se trata de mudanças ambientais. Os autores buscaram apresentar artigos que exploraram e destacaram o valor indicador de cladóceros, usando tanto abordagens modernas quanto paleolimnológicas. Nesse contexto o tema do “paper” é bem apropriado. Pois no decorrer dele entendemos porque os cladóceros são, de fato, “sentinelas” no ambiente! O artigo possui 3 páginas e meia e três com as referências. Fácil de entender. 


Eggermont, H.; Martens, K. 2011. Preface: Cladocera crustaceans: sentinels of environmental change. Hydrobiologia 676:1–7.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Você já leu o artigo de Nevalainen et al., (2011) ?

"Paleolimnological evidence for increased sexual reproduction in chydorids (Chydoridae, Cladocera) under environmental stress".


                
                 Foi realizada uma análise paleolimnológica do sedimento de três lagos na Áustria acerca de efípios de duas espécies Alonella nana e Alona affinis. O intuito era observar se as populações se reproduziam sexuadamente próximo ou antes de alterações ambientais. O sedimento dos três lagos teve uma datação estimada nos últimos 2.000 anos! E o mais interessante é que sim! As datas nos quais os efípios foram encontrados correspondiam aos mesmos períodos de estresse ambiental que ocorreram nos lagos no  decorrer dos dois milênios! Os dados deste estudo são muito interessantes porque eles fornecem evidências paleolimnológicas de mudanças temporais nas estratégias reprodutivas de espécies de Chydoridae e sugerem que eles coincidem com as mudanças ambientais a longo prazo. O artigo possui 6 páginas, duas de referências. Vale a pena ler.

Nevalainen, L.; Luoto, T.P.; Levine, S.; Manca, M. 2011. Paleolimnological evidence for increased sexual reproduction in chydorids (Chydoridae, Cladocera) under environmental stress. J. Limnol., 70(2): 255-262.  

Você já leu o artigo de Vandekerkhove et al., (2004)?


Use of ephippial morphology to assess richness of anomopods: potentials and pitfalls


Vandekerkhove, J.; Declerck, S.; Vanhove, M.; Brendonck, L.; Jeppesen, E.; Conde-Porcuna, J.M.; De Meester, L. J. Limnol., 63(Suppl. 1): 75-84, 2004.

 Este trabalho tem uma abordagem bastante interessante porque os autores buscaram caracterizar morfologicamente efípios de cladóceros anomopodos a fim de correlacioná-los com suas respectivas espécies (depois de colocados para eclodir), e desta forma, estimar a riqueza específica a partir apenas de amostragem do sedimento.
Todo o texto de uma forma geral apresenta idéias claras, desde o título até a discussão. Os resultados são concisos e demonstram que apesar de ser fabuloso poder estimar a riqueza de espécies da comunidade zooplanctônica de um determinado local analisando apenas o sedimento, ainda existem muitas dificuldades para se conseguir isto. As dificuldades encontradas dizem respeito ao fato de que existe uma grande variabilidade morfológica intra-específica dos efípios e uma pequena diferença morfológica entre efípios de espécies de um mesmo gênero, tornando difícil caracterizar tal efípio como sendo de determinada espécie. Apesar destes impecilhos, os autores argumentaram que atualmente já existem pesquisas utilizando outras diferenças eficazes para separar efípios de espécies distintas como, por exemplo, o grau de pigmentação do efípio. Outra técnica que pode ser aliada a esta, que tem demonstrado grande eficácia é a identificação dos restos do exoesqueleto de cladóceros encontrados aderidos aos efípios.

 Por Laura Su-Ellen Fróes Calixto do Vale
Doutoranda em Biologia de Água Doce e Pesca Interior
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA
Laboratório de Plâncton- INPA/CBIO